Julho das Mulheres Negras celebra histórias de coragem, identidade e protagonismo em Pojuca
Encontro reúne diferentes trajetórias para fortalecer o diálogo sobre igualdade, resistência e valorização da cultura afro-brasileira.

Mais do que uma data no calendário, o Julho das Mulheres Negras é um convite para ouvir histórias que inspiram, reconhecer trajetórias marcadas pela coragem e reafirmar o compromisso com uma sociedade mais justa e igualitária.
Foi com esse propósito que a Prefeitura de Pojuca, por meio das Secretarias Municipais de Políticas para Mulheres, Desenvolvimento Social e Saúde, promoveram nesta segunda-feira (27/07), na Praça ACM, um encontro dedicado à valorização das mulheres negras do município.
VOZES QUE INSPIRAM OUTRAS MULHERES
O evento foi construído para dar protagonismo a quem transforma a própria realidade todos os dias. Durante a roda de conversa, mulheres de diferentes áreas dividiram experiências sobre desafios, conquistas e a importância da representatividade.
Entre as convidadas estiveram a escritora Síntia de Aquino Santos, a enfermeira aposentada Edna Lúcia de Souza Barbosa, a psicóloga Márcia Carvalho Simões, a moradora da Fazenda Ana Rosa Geraldina, a educadora Mariana das Virgens e a vereadora Domingas Costa, que contribuíram com reflexões sobre identidade, cultura, educação, saúde e fortalecimento das mulheres negras.
Mediando o diálogo entre as participantes, a educadora Mariana das Virgens destacou a importância de criar espaços onde as mulheres negras possam narrar suas próprias trajetórias e ocupar o lugar de protagonistas de suas histórias:
"A escritora Conceição Evaristo costumava dizer que, há muito tempo, as pessoas contavam nossas histórias enquanto mulheres negras, e hoje, com a possibilidade de exercer nossa voz, não podemos deixar que isso se repita. Então nada mais justo que aproveitar esse momento para contarmos nós mesmas nossas histórias."
CULTURA QUE FORTALECE A IDENTIDADE
A manhã também foi marcada por momentos de emoção e celebração da cultura afro-brasileira. O público acompanhou apresentações do grupo de violino do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e do grupo Batucaê, que levou música, ritmo e ancestralidade ao evento, reforçando a riqueza das manifestações culturais presentes na história do povo brasileiro.
SEGUIR EM MARCHA PELO BEM VIVER
Ao reunir diferentes gerações em torno do diálogo, da cultura e da troca de experiências, Pojuca reafirma que construir um futuro mais justo também passa por reconhecer quem abriu caminhos antes e por incentivar novas histórias de protagonismo a serem escritas todos os dias.
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